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Neal A. Maxwell Institute Of Religious Scholarship

Egípcio Reformado (CRI-1)
William J. Hamblin
Provo, Utah: Maxwell InstituteThe views expressed in this article are the views of the author and do not necessarily represent the position of the Maxwell Institute, Brigham Young University, or The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints.
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Egípcio Reformado

William J. Hamblin
Traduzido por Expedito J. Noronha

Este documento é parte de uma série de documentos da FARMS com o propósito de fornecer respostas claras e concisas a críticas que têm surgido contra o Livro de Mórmon. Como poderá ser visto nas notas de rodapé, muito é devido a prévios pesquisadores que visaram essas críticas. A fundação deseja agradecer a Matthew Roper por sua ajuda em reunir e sumariar extensa porção da matéria-prima para esta série de documentos.

Críticos do Livro de Mórmon asseveram não existir uma língua conhecida como "Egípcio Reformado".

O que é "Egípcio Reformado"?

Críticos que levantam tal objeção parecem estar operando sob falsa impressão de que egípcio reformado é usado no Livro de Mórmon como um nome próprio. De fato, a palavra reformado é usada no Livro de Mórmon nesse contexto como adjetivo, significando "alterado, modificado, ou mudado". Isso foi esclarecido por Mórmon, que nos informa que "os caracteres que é conhecido entre nós como Reformado, [era] usado e alterado por nós" e que "nenhum outro povo conhece nossa língua" (Mórmon, 9:32,34). Em primeiro lugar devemos enfatizar que Mórmon está descrevendo caracteres, ou o que hoje denominaríamos manuscrito ou sistema de escrita. É a forma ou modelo dos caracteres ou símbolos que foram alterados pelos Nefitas. Egípcio reformado Nefita é, portanto, uma escrita única. Derivava do sistema escrito , mas foi então modificado e adaptado para servir à língua nefita e seus escritos.

O fato de lingüistas e filólogos modernos não conhecerem uma escrita denominada egípcio reformado é irrelevante, uma vez que Mórmon nos diz que sua escrita foi chamada de egípcio reformado "por nós", isto é, pelos Nefitas, eles devem ter sido o único povo a usar essa frase descritiva.

Por exemplo, ambos os termos cuneiforme e hieróglifo não são termos para os escritos da antiga Mesopotâmia e Egito.[1] Os Mesopotâmios não denominavam seu sistema escrito de cuneiforme, nem tão pouco os chamavam sua escrita hieróglifos. [2]. Nem por isso insistiríamos em dizer que os Mesopotâmios e Egípcios jamais existiram porque não denominavam seu sistema escrito por esses nomes usados pelos historiadores modernos, filólogos, e arqueologistas.

A afirmação no Livro de Mórmon de que os nefitas tomaram caracteres e os modificaram para escrever palavras hebréias faz sentido histórico e lingüistico? [3]; Isto é um fenômeno comum para sistemas básicos de escrita submeter-se a modificações significativas no decurso do tempo, especialmente quando escritos com novos materiais de escrita. [4]. Voltando-nos especificamente para o Egípcio, existem numerosos exemplos de modificação (ou reforma) dos caracteres sendo usados para escrever línguas não egípcias, nenhuma delas conhecida nos dias de Joseph Smith.

Exemplos de "Egípcio Refomado"

Egípcio hierático1e demótico2.

A língua egípcia era escrita em três manuscritos relacionados mas distintos. O mais antigo é um manuscrito hieroglífico, datado de cerca de 3000 A.C.; era essencialmente um manuscrito monumental para inscrições em pedra. Hierático, o segundo manuscrito, constitui-se de uma forma hieroglífica modificada do usado para escrever documentos formais em papiro com pincel e tinta, e demótico um manuscrito cursivo. [5]. Assim sendo, ambos, o hierático e demótico poderiam ser considerados "reformados" ou versões modificadas do manuscrito hieroglífico original. Existe ambos exemplos de escrever a língua egípcia em versões reformadas do manuscrito hieroglífico; há ainda vários exemplos de uso de caracteres egípcios reformados ou modificados para escrever línguas não-egípcias.

Textos Silábicos Biblos3

O mais antigo exemplo de mistura da língua semítica com caracteres hieroglíficos são as inscrições Silábicas de Biblos (século dezoito A.C.), da cidade de Biblos na costa fenícia [6].Esse manuscrito é descrito como "silabário [que] está claramente inspirado no sistema hieroglífico, e de fato é o mais importante elo conhecido entre os hieróglifos e o alfabeto cananita"[7]. Bastante interessante é constatar que a maioria dos textos silábicos Biblos foram escritos em placas de cobre. Assim, não seria irracional descrever os textos silábicos Biblos como uma língua semítica escrita em placas de metal em "caracteres s reformados," [8] que é precisamente o que o Livro de Mórmon descreve.

Hieróglifos Cretas.

Formas antigas de escrita em Creta aparentemente desenvolveu-se de uma combinação do " hieroglífico, cuneifome mesopotâmico e sinais nativos fenícios dentre de um único, novo manuscrito pictográfico."[9].

Note-se novamente que há uma mistura do semítico (Mesopotâmio e Fenício) e sistemas de escrita, precisamente como descrito no Livro de Mormon.

Meróitico

Meróitico, manuscrito antigo da Núbia (Sudão atual), "foi primeiramente registrado em escrito do segundo século antes de Cristo em um manuscrito 'alfabético' consistindo de vinte e três símbolos, a maioria dos quais tomados de empréstimo ou pelo menos derivados da escrita egípcia.... o manuscrito tem duas formas, hieroglífica e cursiva". '[10]. Os sinais hieroglíficos meróiticos foram "emprestados do ... [e] o manuscrito cursivo derivou principalmente do manuscrito demótico."[11].

Salmo 20 em Demótico

Estudiosos têm decifrado recentemente também uma versão Aramaíca do Salmo 20:2-6 que foi escrito em caracteres demóticos.[12]; Isso é precisamente o que o Livro de Mórmon afirma existiu: uma versão das escrituras hebréias na língua hebréia, mas escrita usando caracteres.

Proto-Sinaitico e o alfabeto. Povos de língua semítica do início do século segundo A. C. Síria e Palestina parecem ter adotado versões reformadas ou modificadas de ambos sistemas hieroglífico e cuneiforme Mesopotâmio para um sistema silábico e alfabético de escrita. Ultimamente, esse manuscrito reformado tornou-se a base do alfabeto fenício, do qual quase todos os alfabetos subsequentes derivam. [13]. As inscrições proto-sinaitic foram escritas em língua semítica, e... suas letras eram os protótipos para o alfabeto fenício. As letras são alfabéticas, acrofônicas na origem, e consonantal, e suas formas são derivadas de hieróglifos."[14]. "Uma vez que o silabário Cananeu/fenicio formou as bases do alfabeto grego, e o grego por sua vez do latim, isso quer dizer, nas palavras de Gardiner, que 'os hieróglifos continuam vivos, embora em forma [ou não poderíamos dizer, reformadas] transmudada, para nosso próprio alfabeto.'" [15] Num sentido verdadeiramente real, nosso próprio alfabeto latino é em si um tipo de reformado, já que a última fonte de nossos caracteres é o hieróglifo .

Conclusão

Há, dessarte, um número de exemplos históricos da língua semítica e outras sendo escritas em manuscrito "reformado" ou modificado; o relato do Livro de Mórmon é inteiramente plausível nesse particular.

Referências

1. O termo 'cuneiforme' foi usado primeiramente no século dezenove, e 'hieróglifos' era o termo grego para o sistema de escrita egípcia.

2. Para uma introdução geral sobre hieróglifos, veja W.V.Davkies, Hieróglifos (Londres: British Museum Publications,1987).

3. John Gee resume as provas e analisa o assunto, argumentando a favor de um hebreu - baseado numa língua escrita em - manuscrito baseado em seu "La Trahison des Clercs4: Em a Língua e Tradução do Livro de Mórmon", Revisão de Livros sobre o Livro de Mórmon 6/1 (1994): 79-83, 94-99.

4. Michelle P. Brown, Um Guia para Manuscritos Históricos Ocidentais da Antigüidade para 1600 (Toronto: University of Toronto Press, 1990), provê exemplos de uma grande quantidade de manuscritos do alfabeto romano, muitos dos quais irreconhecíveis a quem não recebeu treinamento.

5. Davies, Hieroglífos s, 21-24.

6. Para um resumo básico e bibliográfico, veja David Noel Freedman, d., A Âncora, Dicionário Bíblico, 6 vols. (Nova York, Doubleday, 1992), 4:178-80. Para um estudo lingüistico detalhado e tradução, veja George E. Mendenhall, As Inscrições Silábicas de Biblos (Beirute: American University of Beirut, 1985). A publicação original com placas completas e transcrições é M.Dunand, Biblia Grammata: Documentos e pesquisa sobre o desenvolvimento da escrita fenícia (Beirute: Administração de Antigüidades, 1945); fotografias e transcrições de todos os documentos podem ser encontradas na pág.71.

7. Âncora, Dicionário Bíblico, 4:178b.

8. Hugh W. Nibley, Lehi no Deserto; O Mundo dos Jareditas; Haviam Jareditas, vol.5 em A Coleção das Obras de Hugh Nibley (Salt Lake City: Deseret Book e FARMS, 1988): 105.

9. Jan Best e Fred Woudhuizen, eds. Manuscritos Antigos da Creta e Chipre (Leiden Brill, 1988), 4.

10. Davies, Hieróglifos s, 61.

11. Jean Leclamt, "A Posição Atual da Decifração do Manuscrito Meróitico," em Habitantes do Antigo Egito e A Decifração do Manuscrito Meróitico. (Ghent: Unesco, 1978), 112.

12. Stephen D. Ricks, "Língua e Manuscrito no Livro de Mórmon", Introspecção (Maio 1992), 1; Charles F. Nirns e Richar C. Steiner, "Uma Versão Pagã do Salmo 20:2-6 do Texto Aramaico no Manuscrito Demótico", Revista da Sociedade Americana Ocidental 103 (1983): 261-74; Richar C. Steiner, "O Texto Aramaico em Manuscrito Demótico; A Liturgia de um Festival de Ano Novo importada de Betel para Syene por Exiles de Rash,", Revista da Sociedade Americana Ocidental 111/2 (1991): 362-63; Para bibliografia completa veja Gee, "A Traição do Clero" 96-97, n.147. Veja também John ª Tvedtnes, "Implicações Lingüísticas de Tel-Arad Ostraca,", Panfleto e Procedimentos da Sociedade sobre Arqueologia Histórica Antiga 127 (1971): 1-5.

13. Joseph Naveh, História Antiga do Alfabeto (Jerusalém - Magnes, 1982). I.J. Gelb, Um Estudo da Escrita, 3ª ed. (Chicago: Imprensa da Universidade de Chicago, 1969), x-xi, provê uma mapa ilustrativo da derivação do fenício e de todos os alfabetos subsequentes dos hieróglifos.

14. Benjamin sass, O Gênesis do Alfabeto e Seu Desenvolvimento no Segundo Milênio A.C. (Wiesbaden: Otto Hgarrasawitz, 1988), 106.

15. Davies, Hieróglifos, 60. A mesma página provê um mapa ilustrativo da transformação dos hieróglifos em símbolos alfabéticos do alfabeto Latino.

Notas

1. hierático - Diz-se do traçado cursivo que os antigos davam à escritura hieroglífica; herogramáico.

2. demótica - Escrita egípcia de uso comum, constituída por simplificação da escrita hierática, e com ligaturas que nesta não havia.

3. Biblos - nome grego de uma cidade da antiga Fenícia, principal cidade dos Giblitas, situada a Norte de Beirute, chamada Goubla nos textos cuneiformes, Gebal, na Escritura e hoje Djebail.

4. A Traição dos Clérigos.

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